Hoje vou contar um pouquinho do que foi minha adolescência com o MENUDO.

domingo, 12 de setembro de 2010



Minha estória com o Menudo é bem marcante, emocionante, engraçada e me traz boas e más recordações. Mais boas do que más, graças a Deus!
















Tudo começou nos idos de 83/84, quando eu ainda era uma pré-adolescente de 12 anos. Eu era muito fã do Michael Jackson  e não fui muito com a cara do Menudo a 1ª vista. Mas com o passar do tempo fui conquistada por aqueles 5 porto-riquenhos e o seu “Não se reprima”.

Foi bem no auge da minha adoração e tietagem pelo Menudo que o meu pesadelo teve início. Eu tinha 13 anos, tinha acabado de me tornar “mocinha”, era completamente alucinada pelo Menudo...Foi nesta época que comecei a ter problemas neurológicos, convulsões e crises nervosas. Com apenas 13 anos comecei a tomar um remédio fortíssimo, controlado e dele fiquei dependente. Isso tudo mexeu muito comigo, com a minha cabeça de adolescente, que tinha sonhos, que tinha objetivos na vida...Mexeu muito mesmo! E ao mesmo tempo me jogou ainda mais nos braços de Robby, Ricky, Charlie, Roy e Ray, e tudo que dissesse respeito a Menudo. Eles eram o meu consolo, o meu conforto, porém, passageiro.

Quando eles estavam no Brasil, eu tinha tudo, quando eles iam embora, eu não tinha nada, perdia o chão, a alegria. Quando eu estava envolvida com as coisas deles, com o fã-clube que eu era presidente, com minha amigas Menudetes, eu era a mais feliz das criaturas, quando não, eu era infeliz e vazia.

Bom, eu tive fã-clubes, fiz amizades das quais eu privo ainda hoje, conheci a língua espanhola...tudo isso foi positivo na minha vida. A aventura era gostosa, eu me sentia especial quando estava envolvida com as coisas do Menudo, mas quando não, eu me sentia péssima.

Hoje eu tenho 37 anos, sou casada com um homem muito especial que eu amo muito e por quem sou muito amada também. Sou muito FELIZ ! Não tenho nenhum problema de saúde, emocional ou mental. Sinto-me completamente em paz comigo mesmo e com todos e tudo isso porque encontrei quem preenchesse o vazio que havia no meu coração.: JESUS! Conheci esse Deus maravilhoso à 22 anos, em 1988 e Ele mudou completamente a minha vida.

Não gosto muito de lembrar de meu passado triste, exceto pela parte tão doce e singela em que o Menudo participou de minha adolescência e fez com que ela não fosse tão amarga.

Deus permitiu que através da doçura, da inocência de tudo que dizia respeito a esse grupo tão especial eu não me enveredasse por caminhos errados e que dificilmente teriam volta. Eu sonhava com os “Doces Beijos” do Robby, mas poderia desejar beijar outras bocas que me iludiriam... Eu sonhava em subir na moto deles, porém eu poderia ter subido na moto de alguém e sumido no mundo.. Eu sonhava com o Ricky cantando no meu ouvido: Oh mi amor...eu poderia ter caído na conversa mole de alguém no pé do meu ouvido... Só pensava em ”Não se Reprima",“Viva Bravo”, “Quero ser”,... Já pensou se eu tivesse buscado alegria nas drogas? Ou na prostituição? Sei lá, quando a gente é tão infeliz, vazia como eu era, qualquer coisa pode parecer boa aos nossos olhos...

Mas Deus me deu um escape maravilhoso e eu agradeço muito a Ele por ter me permitido ser uma “Menudete” e não uma “pivete”, uma “rebelde sem causa” e coisas assim que infelizmente nós vemos toda hora acontecendo com nossos adolescentes.

Menudo foi a parte boa da minha adolescência”! É impossível olhar pra trás e não me ver com uma faixa na testa escrita “I Love Menudo”, com a camisa cheia de bottons e broches com as carinhas deles. É impossível não ver o meu quarto tão cheio de pôsteres e quadros que nem dava pra ver direito a cor da parede. Como ignorar os gritos, as lágrimas, a tremedeira e o frio na barriga que eu sentia só de saber que eles estavam no Brasil,...e aquela cena que hoje é tão engraçada em minhas lembranças mas que na hora foi uma emoção tão grande que eu quase cai no chão: O Kiki de dentro do ônibus, em frente a Rede Globo, dizendo pra mim:EU TE AMO!

As adolescentes de hoje gostam de serem chamadas de “popozudas”, "eguinha Pocotó", etc...Eu era chamada de “Rayo de Luna”...Elas hoje não ligam de serem chamadas de”Cachorra” ou “ordinária”, eu era “luz, primavera e também a rosa, o céu que jamais se acaba...jóia, eterna e verdadeira...”

Não dá pra contar a história de minha vida sem falar do MENUDO! Eles eram meus namorados, meus príncipes, meus sonhos. Foi especial. As lembranças são tão meigas e engraçadas...são tão doces...eu era tão louquinha. Eu ainda não tenho filhos, mas com certeza, quando tiver, contarei pra eles (ou elas) com carinho todas as minhas aventuras daquela época.

Foi sem dúvida a parte boa de tudo de tão ruim que eu passei. Hoje meu ídolo, meu Senhor, meu Pai, meu melhor amigo, meu TUDO é o Senhor Jesus, que me amou, me aceitou do que jeito que eu sou, me curou, preencheu o vazio que havia em meu coração de forma permanente, me deu um marido maravilhoso e lindo e me fez imensamente FELIZ, mas isso não me impede de ter um carinho enorme pelo Kiki, Robby (Hoje, Draco...Um artista em todos os sentidos da palavra), Charlie, Ray, Roy, Raymond, Sergio, Ricky Melendez...Enfim, por todos.

Hoje quando encontro minhas amigas daquela época, damos boas risadas juntas lembrando das travessuras “menudais” que aprontávamos. Pretendo relatar várias aqui. Espero que gostem de saber um pouco mais sobre mim e que tenham gostado de me conhecer melhor, saber da minha estória.

Quero que saibam que podem contar comigo sempre: pra um bate-papo, um desabafo, uma oração, ou simplesmente se precisarem de alguém pra conversar...Estoy aqui!


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Ly

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